McLaren, Mercedes, Racing Point, AlphaTauri, Renault, Red Bull e Williams divulgaram um comunicado repudiando

Equipes se dizem “chocadas” e ameaçam ir à justiça após acordo entre FIA e Ferrari.

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✍ Acordo com Ferrari gera desconfiança: o que a FIA está escondendo de errado?

O acordo confidencial entre FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Ferrari sobre o polêmico motor da escuderia italiana utilizado no segundo semestre de 2019 deixou sete equipes do grid — McLaren, Mercedes, Racing Point, Williams, Renault, Red Bull e AlphaTauri — “surpresas e chocadas”. De maneira conjunta nesta manhã de quarta-feira (4), todos os times do grid, exceção feita à Ferrari e suas clientes Haas e Alfa Romeo, divulgaram um abaixo-assinado no qual cobram lisura da entidade que regula o esporte e ainda ameaçam entrar na justiça para pedir “reparação legal”.
 
"Nós, as equipes que aqui assinam, ficamos surpresas e chocadas com o comunicado da FIA de sexta-feira, 28 de fevereiro, a respeito da conclusão da investigação da unidade de potência da Ferrari na Fórmula 1”, inicia o comunicado.
 
“Uma entidade reguladora esportiva internacional tem a responsabilidade de agir de acordo com os mais altos níveis de integridade e transparência. Após meses de investigações promovidas pela FIA, feitas apenas após pedidos de outras equipes, nós questionamos fortemente a chegada a um acordo confidencial entre FIA e Ferrari para encerrar esse assunto”, escrevem as equipes.

“Dessa forma, afirmamos publicamente nosso compromisso em perseguir uma explicação completa e apropriada sobre essa questão, garantindo que nosso esporte trate todos competidores de forma justa e igual. Fazemos isso pelos fãs, participantes e acionistas da F1. Por fim, nos reservamos o direito de buscar reparação legal de acordo com o processo da FIA e frente às cortes competentes", conclui o abaixo-assinado.
 
Entenda o caso
 
Na sexta-feira da semana passada, a FIA anunciou que fez um acordo com a Ferrari sobre o motor de 2019, mas com um detalhe: não divulgou os respectivos termos. A unidade motriz da escuderia de Maranello mostrou grande performance a partir do segundo semestre. A notória evolução despertou a desconfiança da Red Bull, que acusou a rival de algo irregular no propulsor. A suspeita era no fluxo de combustível.
 
A entidade máxima do automobilismo emitiu um comunicado que disse que “a FIA anuncia que, após investigações técnicas, concluiu a análise de operação da unidade de potência da Ferrari e buscou um acordo”.
 
“As especificações desse acordo vão ficar entre as partes. A FIA e o time concordaram em uma série de compromissos técnicos que vão melhorar o monitoramento de todos os motores da Fórmula 1 nos próximos campeonatos, assim como ajudar a FIA em outras tarefas regulatórias da F1 e em suas pesquisas de emissão de carbono e combustíveis sustentáveis”, completou. 
 
O comunicado da FIA não esclareceu, portanto, se algo de irregular foi encontrado ou não na unidade de potência da equipe. Em 2020, a entidade incluiu um segundo sensor do fluxo de combustível para evitar novos problemas.

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