Lewis Hamilton e Fernando Alonso teria trazido vários campeonatos para a McLaren

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Pedro de la Rosa acredita que a dupla Lewis Hamilton e Fernando Alonso poderia ter trazido vários campeonatos para a McLaren ao longo dos anos, se a rivalidade não tivesse explodido, e que eles eram “possivelmente a dupla mais forte” que o esporte já viu.

Há 13 anos, Ron Dennis, da McLaren, optou por promover o jovem Hamilton para correr ao lado de Alonso, que havia acabado de vencer duas vezes o Campeonato Mundial com a Renault, em 2005 e 2006.

Uma parceria que durou apenas uma temporada, com as tensões crescendo dentro da equipe, que viu ambos terminarem com 109 pontos, um atrás do vencedor do campeonato, Kimi Raikkonen da Ferrari.

A Hungria se tornou um dos maiores pontos da disputa tensa, com o espanhol segurando o britânico no pitlane durante a qualificação para impedi-lo de conquistar a pole.

Mas de la Rosa, que foi piloto de testes da McLaren naquele ano, ficou surpreso com a explosão da rivalidade, mas sente que eles foram a dupla mais forte que a Fórmula 1 já viu.

“Fiquei surpreso como tudo explodiu”, disse ele no podcast ‘Beyond the Grid’ da F1.

“Se olharmos para trás, essa formação de pilotos é possivelmente a mais forte que já existiu.”

No entanto, Hamilton e Alonso não foi a única dupla muito forte que a equipe de Woking já teve, tendo anteriormente Ayrton Senna e Alain Prost um ao lado do outro, que promoveram talvez a mais acirrada disputa entre companheiros de equipe.

“Sim… eu sempre acho que as novas gerações são mais fortes”, disse ele.

“Portanto, não é nada contra Senna e Prost, eles são meus heróis, heróis para sempre, mas esse nível, com Fernando e Lewis, foi incrível.”

“Lembro-me de olhar para os dados deles e pensar, esses caras são de um planeta diferente”.

“E ainda assim, eu não esperava que o relacionamento explodisse. Foi uma pena, porque esses caras teriam trazido vários campeonatos para a McLaren.”

Apesar da tensão na equipe e da rivalidade entre os dois, de la Rosa, afirma que sempre houve um nível de respeito entre eles.

“Eles sempre se respeitavam muito na pista, porque sabiam o quão bom era o outro, embora nunca o dissessem publicamente, tinham muito respeito um pelo outro”, acrescentou de la Rosa.

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