Haas poderá sair da F1 se Não Tiver desempenho em 2020

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Kevin Magnussen diz que consegue imaginar o dono da equipe Haas, Gene Haas, saindo da Fórmula 1. Tendo entrado no esporte em 2016 para promover sua empresa Haas Automation, Gene Haas fez manchetes recentemente ao sugerir que a equipe pode não estar no grid de 2021.

Magnussen, que guia para a pequena equipe americana, disse ao jornal BT que o aviso de seu chefe faz sentido. “Gene está definitivamente cansado de ser o penúltimo como no ano passado”, declarou ele.

“Não sei como isso afeta seus planos para o futuro, mas não há dúvida de que ele não se dará ao trabalho de estar na Fórmula 1 se tiver de ser o último ou nono”, acrescentou Magnussen. “Nem tenho de lhe perguntar isso, porque sei disso”.

No entanto, o piloto dinamarquês disse que não está preocupado com a saída da Haas da F1 e o potencial fim da sua carreira. “Não é algo para o qual me tenha preparado, porque acho que não vamos ser nonos novamente”, opinou Magnussen.

“2019 foi uma única vez. Acredito que se entregarmos como devemos, Gene gostaria de continuar”, prosseguiu.

Magnussen disse que as novas regras e o limite orçamental para 2021 devem ajudar com essas ambições. “Não significa que teremos as mesmas oportunidades que as grandes equipes, mas acho que a Haas é uma equipe que pode se beneficiar das novas regras”, concluiu o piloto de 27 anos.

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Gene Haas, dono da equipe de Fórmula 1 que carrega seu sobrenome, não está disposto a investir pesado sem conseguir bons resultados. Falando pela primeira vez abertamente sobre a possibilidade de deixar a categoria, o empresário indicou que os próximos meses serão decisivos. Se a Haas não começar 2020 dando sinais de que pode superar as decepções de 2019, crescem as chances de os americanos fecharem as portas.

“Eu estou meio que esperando para ver como essa temporada vai começar”, disse Haas, entrevistado pelo ‘Motorsport.com’. “Se começar forte, aí talvez haja uma possibilidade de continuar. Só que não vai ser tão favorável se tivermos outro ano ruim. Já são cinco anos e acabou sendo um teste. Vamos fazer isso por cinco anos, ver como as coisas vão andar e aí avaliar e decidir se vamos em frente”, recordou, citando a mentalidade de quando entrou na F1 em 2016.


“Não estou dizendo que não vamos voltar [em 2021], mas isso precisa ser avaliado. Fazer isso por mais cinco anos é um grande comprometimento”, destacou.

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O temor de Gene não é somente a performance atual da equipe, mas também a possibilidade de investir pesado para se adequar ao regulamento de 2021 e seguir no páreo. Em contrapartida, o empresário reconhece que colhe os frutos de ter uma equipe de F1, servindo de vitrine para a marca de ferramentas.

“Nós somos muito mais reconhecidos no mercado europeu, também no mercado asiático. Levamos muitos clientes às corridas e tudo funcionou bem. Só que, com o novo regulamento de 2021, a grande questão é saber quanto isso vai custar. Há muita mudança acontecendo na F1 e você realmente precisa se perguntar se vai valer a pena fazer essas mudanças. Eu sei que todo mundo pensa que são mudanças boas. Mas, cara, como são caras”, destacou.

A Haas estreou na F1 em 2016 e, até 2018, teve uma trajetória de rápida evolução. Em 2019, um carro problemático jogou a equipe americana da parte de cima do pelotão intermediário para a rabeira. Em 2020, Romain Grosjean e Kevin Magnussen seguem formando uma dupla com responsabilidades cada vez maiores.

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