Ferrari joga toalha sobre GP da Austrália

Em meio a tempestade, Ferrari joga toalha sobre GP da Austrália e cobra reação


Mattia Binotto escreveu um comunicado aos funcionários no qual relata que a Ferrari não tem condições de vencer o GP da Austrália, daqui a dez dias. 

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O dirigente ítalo-suíço agradeceu aos trabalhadores pelo empenho, mas cobrou reação imediata.


Os primeiros meses de 2020 têm sido terríveis para a Ferrari. Os testes coletivos que a F1 promoveu em Barcelona trouxeram evidências de que a nova SF1000 está um degrau abaixo em termos de competitividade na comparação com Mercedes e Red Bull. Mattia Binotto explicou, ainda na Catalunha, que os resultados obtidos na pista não são jogo de cena, mas refletem sim a realidade. E com a proximidade do GP da Austrália, prova que abre a temporada daqui a dez dias, a escuderia italiana reiterou, em comunicado interno aos funcionários, que não tem condições de vencer. E, para piorar o cenário em Maranello, o acordo confidencial entre FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Ferrari gerou o primeiro grande escândalo do ano na F1.
 
De acordo com a versão italiana do site ‘Motorsport.com’, Binotto escreveu, como de costume, um relatório resumido dos testes de pré-temporada para os funcionários e sublinhou que a SF1000 não é um carro capaz de vencer na Austrália. No mesmo relatório, o dirigente ítalo-suíço agradeceu aos funcionários pelo trabalho feito em Barcelona, mas cobrou uma reação imediata.
 
A publicação reporta que o tom adotado por Binotto no relatório foi “sem controvérsia, sem acusações, mas simplesmente a descoberta de um estado de coisas que já havia surgido na coletiva de imprensa que Mattia realizou na Espanha depois do último dia de testes”.

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A esperança da Ferrari é que a reação aconteça a partir da quarta etapa da temporada, o GP da Holanda, prova que abre a chamada fase europeia do campeonato, em 3 de maio. A Ferrari já trabalha em uma evolução da SF1000 para poder ser mais competitiva e lutar verdadeiramente pela vitória contra Mercedes e Red Bull.
 
Na esteira da alegada falta de competitividade às vésperas da abertura da temporada, a Ferrari ainda se depara com um verdadeiro escândalo que abalou a F1 nos últimos dias, antes mesmo de o campeonato de 2020 começar.
 
Em razão da publicação de um acordo confidencial com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) por conta do motor utilizado pela escuderia de Maranello em parte do segundo semestre do ano passado, sete equipes do grid — Mercedes, Racing Point, Williams, McLaren, Renault, Red Bull e AlphaTauri — assinaram um comunicado cobrando explicações da entidade e com a ameaça até de entrar na justiça caso tudo não seja verdadeiramente esclarecido.

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