Verstappen: “Amanhã Vai ser Chato” GP da Itália 2019

Com punição, Verstappen já pensa na corrida em Monza: “Amanhã vai ser chato”

A abertura do fim de semana de treinos livres do GP da Itália foi considerada positiva por Max Verstappen, que foi apenas 0s003 mais lento na comparação com Valtteri Bottas. O holandês, contudo, já sabe que vai partir do fim do grid por conta de uma punição por troca de peças do motor. Já Alexander Albon, que também foi bem, aproveitou o dia para testar um novo capacete

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A Red Bull fechou a sexta-feira (6) de treinos livres do GP da Itália como a terceira força. Considerando que a sessão da manhã não representa um real parâmetro de performance por conta da chuva, o treino da tarde trouxe um reflexo maior do potencial das equipes no grid. Max Verstappen finalizou em quinto lugar, com Alexander Albon logo atrás.
 
Max fez sua melhor volta em 1min21s350, ficando a 0s372 do tempo mais rápido por dia, estabelecido pela Ferrari de Charles Leclerc. O holandês terminou o dia somente 0s003 atrás da marca de Valtteri Bottas, da Mercedes. Albon, no seu segundo fim de semana com a Red Bull, ficou 0s611 atrás do líder.

Verstappen: “Amanhã Vai ser Chato” GP da Itália 2019

Para Verstappen, o dia pode ser considerado positivo para a equipe. O jovem piloto do carro #33 sabe que vai largar no domingo no fim do grid por conta de uma punição em razão da troca de componentes do motor. Por isso, o foco de Verstappen é todo para domingo, com o holandês prevendo um sábado aborrecido.
 
Questionado se está animado com as perspectivas da Red Bull para Monza, Verstappen sinalizou de forma otimista.

“Sim, acho que especialmente com o ritmo que nós demonstramos hoje. Também a respeito do motor, tudo correu muito bem e isso é muito positivo. Basicamente, estou muito ansioso para domingo porque para mim amanhã vai ser um pouco chato não entrar na classificação do jeito que quero, mas faz parte. Vamos tentar fazer uma corrida divertida”, declarou.

Verstappen também foi questionado sobre as más largadas recentes, o que vem se mostrando um raro ponto fraco da Red Bull ao longo da temporada. “Sabemos qual é o problema, mas é bem difícil de resolver. Espero que agora, com o motor novo, seja um pouco melhor. Tão logo solto a embreagem, nesses segundos posteriores, parece que tem algo de errado”, explicou.

“De alguma maneira, neste ano, quando solto a embreagem, às vezes patinamos muito. Os pneus estão mais frios, talvez desempenhem um papel importante sobre isso. Claro, não é uma desculpa. Ainda assim, acho que podemos fazer um trabalho melhor e, com sorte, com o novo motor pode ser melhor”, disse Verstappen.
 
“Tivemos algumas boas largadas onde não ganhamos nenhuma posição, ou como na Hungria, onde mantivemos o primeiro lugar. Em algumas pistas, talvez não gerenciamos isso da melhor forma. Temos de encontrar uma forma de sermos um pouco mais consistentes para que, mesmo com uma má largada, a gente siga bem”, completou.
 
Por sua vez, Albon chamou a atenção pelo capacete todo branco que usou ao longo do dia. Tudo foi parte de um teste com o casco da marca japonesa Arai. O anglo-tailandês usa capacetes da Bell, mas testou um novo casco para avaliar o comportamento do RB15 em termos de aerodinâmica.

“Não sou o Adrian [Newey, projetista-chefe da Red Bull], então não posso falar muito sobre isso. Eles são muito sagazes para tentar de tudo”, contou.
 
“Cada detalhe conta muito na F1. Para mim, não muda muito. Acho que, nos dias de hoje, todos os capacetes têm a mesma especificação. Uma especificação tão pequena que eles têm de seguir, e parece que são todos iguais quando você o coloca na cabeça”, explicou o piloto.

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